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Escrita automatica

A escrita automática é uma prática em que uma pessoa escreve sem o controlo consciente do conteúdo, deixando que a mão "escreva sozinha". É usada no espiritismo como método de comunicação com entidades não físicas, na psicanálise (surrealismo, André Breton) como acesso ao inconsciente, e em práticas de escrita criativa contemporânea.

Origem

Difundida no espiritismo oitocentista como técnica de comunicação mediúnica. Hélène Smith e outros médiuns produziram extensos textos atribuídos a entidades. Mais tarde, os surrealistas (André Breton, Manifesto do Surrealismo, 1924) reivindicaram-na como método poético para aceder ao inconsciente. Também Carl Gustav Jung experimentou formas semelhantes de "imaginação ativa".

Explicação

O escrito produzido não vem de entidades externas, mas do inconsciente do sujeito. O fenómeno envolve o efeito ideomotor e a ativação de material subconsciente. O valor é subjetivo: textos muitas vezes simbolicamente ricos, úteis para a autoexploração, não comunicações de espíritos.

FAQ

Vêm de espíritos?

Cientificamente não. Vêm do inconsciente do sujeito. Subjetivamente, muitos praticantes reconhecem o valor sem tomar posição metafísica.

É perigosa?

Em geral não. Para pessoas com perturbações dissociativas ou psicóticas pode ser menos indicada: melhor falar com um profissional.

Posso experimentá-la?

Sim. Caneta, folha, atitude relaxada, deixa a mão mover-se sem planear. Está próxima do "free writing" da escrita criativa.